TEXTO: Irmão Carlos Daniel Reichel
EDIÇÃO E REVISÃO: Irmão Thiago Roncaglio Ravache

Meu pai já virou personagem do blog. Eu gosto de escrever sobre ele, partindo de experiências que podem ser comuns com a de outras pessoas. Talvez por tudo que tenha escrito, alguns podem pensar que meu pai é uma figura que só assiste a um tipo de filme: o de porrada. Não! Vez ou outra ele varia essa regra. Há outros gêneros que o interesa: filmes de época e religiosos.
Classifique filmes de época como qualquer produção sobre romanos, gregos ou período medieval. Geralmente são filmes onde homens usam saias, portam espadas e tem mais de três horas de duração. Apesar do meu pai ser fã de filmes de ação, ele também não dispensa um filme religioso.
Devo ter assistido todo o velho e novo testamento ao seu lado. Parece contraditório gostar de porrada de um lado e fé e esperança de outro. Talvez aí está uma das provas da dualidade do homem. Esse é meu pai. Uma contradição cinematográfica.
Voltando aos filmes. Eu não curtia muito o conteúdo religioso das produções. Essa mistura de sandália e poeira do deserto não me atraia, mas assistia mesmo assim. Contudo, toda regra tem uma exceção e a minha se chama “Os Dez Mandamentos”. Eu adoro esse filme. Assisti pela primeira vez quando tinha 10 anos, gravei da televisão com o super VHS da família.
O filme é de 1956, dirigido por Cecil B. DeMille. Foi até então o filme mais caro produzido, com efeitos especiais espetaculares (ganhou um Oscar nesta categoria), transfomando-se em sucesso de públlico e crítica. Destaque também para a bela trilha sonora, composta por Elmer Bernstein. A grandiosidade da obra espanta, há uma cena onde mais de 14000 extras foram utilizados.
O roteiro teve como base as sagradas escrituras, mas como o responsável pela bíblia não entendia muito de arcos dramáticos, os roteiristas acrescentaram uma coisa aqui e ali para aumentar o drama da história. O que mais gosto é o estilo de filmagem, simples na estética, mas grandiosa para os atores. Era uma espécie de teatro filmado, planos abertos, ausência de closes e muita dramaticidade nas interpretações, além de diálogos talhados com perfeição. Uma espécie de Tarantino que freqüentou a catequese.
Moisés é interpretado pelo ator Charlton Heston, mas, na minha opinião, quem se destaca realmente é o ator Yul Brynner, que interpreta o faraó Ramsés.
A dramaticidade das interpretações pode soar exagerada, mas estamos falando de Moisés. O cara abriu o mar vermelho! Imagino que ele deveria falar com imponência na voz, como se sempre estivesse discursando para uma multidão. Tem uma fala clássica dele para o faraó.
- LET MY PEOPLE GO! (Deixe meu povo partir)
Ele fala isso a plenos pulmões, fecha um dos punhos, aponta o dedo para o faraó e olha para o horizonte. Sentiu a dramaticidade? Sempre imaginei como seria no conforto do seu lar, jantando com a Sra. Móises e falando com essa pompa toda.
- PASSE O SAL!
- Querido, você tem hipertensão. Como vai agüentar quarenta anos no deserto assim? Chega de sal para você.
- MAS EU PRECISO DO SAL! O POVO DE ABRAÃO TEM ESSE DIREITO. TUA MÃO NÃO MAIS CONTROLARÁ O CATIVO…
- Moisés, meu amor. Você está em casa. Chega desse discurso todo. Pega o sal e fica quietinho, fica. Tô com uma dor de cabeça faraônica.
- OBRIGADO. CHEGARÁ O DIA EM QUE TODO FILHO HEBREU PODERÁ TER O SEU SAL…
- Por que eu não fiquei fazendo tijolo no Egito…
…
Com essa produção entendi a grandiosidade dos filmes. O cinema, nesse aspecto, é mais arte que comércio. A arte tem esse papel de se perpetuar pelos anos. Lemos o que foi escrito há séculos, assistimos o que foi produzido há décadas. Ganhei o DVD do filme no meu aniversário, apesar de sentir que o presente dado pelo meu pai, era mais dele do que meu.
Um dia, assistindo a saga de Móises pela enésima vez, surge minha avó e comenta que assistiu ao mesmo filme com meu avô no cinema há quase 50 anos. Ou seja, ele está presente há três gerações na família. Esse é o poder da arte. O poder do cinema.
Trailer do filme “Os Dez Mandamentos”(1956):
Os 15 Mandamentos? Mel Brooks em momento iluminado. Assista:
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Vamos viver e louvar a interatividade, irmão!










esses filmes de época de páscoa também me atraem, e o incrível é que os bem antigos são mais legais do que os de 1990 pra frente. Os 10 Mandamentos eu nunca assisti, mas parece interessante. e o que é esse Mel Brooks? uhaeuhaeuhae! se o destino dependeu dele pra ter só 10 mandamentos eu virei fã!
ah! só pra constar, o povo de Esparta adora filmes de época!
O Mel Brooks é um dos gênios da comédia americana. Ele que dirigiu e escreveu os filmes: O jovem Frankstein, Spacebobos (filme que faz sátira ao guerra nas estrelas), Drácula Morto mais Feliz (Fraquinho), Primavera para Hitler, A louca história do mundo, A louca história de Robbin Hood…
cadê o comentário q eu deixei aqui ontem a noite?!?!
o pessoal, foi o comentário mais lindo q eu jah fiz!
felei tudo o q eu sentia pelo cinema!!
pooo!!
assim não dá!
Rei Leônidox!!
vamos declarar guerra a essa organização!
Ah, filme religioso não dá né!
Coisa de sessão da tarde na Páscoa ou no Natal.
Insuportável.
(Pelo menos é essa minha opinião).
Prefiro ver de novo A Lagoa Azul.
Equipe “A Fantástica Fábrica de chocolates”
Gaúcho, equipe 13ntos!
Olha, não sei nem como te dizer. Não vi nenhum comentário seu aqui postado.
E eles nem passam por moderação na hora que são enviados.
Deve ser alguma coisa que deu aqui no servidor do wordpress.
Pedimos desculpas por esse inconveniente.
Mas fica aqui o nosso aviso de que não houve interferência nenhuma da equipe Organizadora do evento, ok?!
Apenas deve ter ocorrido algum problema no servidor, na hora do envio.
beleza!?
Abraços!
Tb não curto muito esses filmes sabe. mas.. A Paixão de Cristo é legal, hein??
HAHA muito bom o diálogo entre Moisés e a senhora Moisés
E a identificação de quem escreveu e revisou como ‘irmão’ também ficou ótima =D
o meu sogro tbm eh assim, mas além desses gêneros ele amaaa faroeste x)
figuraça esses velhosss!
será q o paixão de cristo do gibson se encaixa no gênero?? =/
aaah e esse diálogo?? hilariooooo!! =)